sexta-feira, abril 22, 2005

Visita a Alcalar no 1º ano de Património Cultural
21-Abril


Monumento nº 7 de Alcalar


O monumento n.º 7 de Alcalar é o mais bem conservado da necrópole. Este é constituido por um cairn, mamoa de pedras que encolve um tholos, construção com corredor e cripta coberta de falsa cúpula. Tendo sido inicialmente estudado em 1880, é desde o III milénio a.C. que o território localizado para norte da ria do Alvor até ao sopé da Serra de Monchique encerra um povoado com mais de 10 ha, localizado num promontório sobranceiro à Ribeira da Torre, a cerca de cinco quilómetros da Mexilhoeira Grande, perto do lugar de Alcalar. Geograficamente, encontra-se implantado de modo privilegiado, com um excelente domínio sobre uma área que poderemos considerar de "charneira" entre a serra e o mar. Em torno deste autêntico "lugar central", evoluíram diferentes núcleos habitacionais, ao mesmo tempo que se edificavam monumentos funerários megalíticos sobre as pequenas elevações que os circundavam. Esta edificação funerária perfaziam, por seu turno, uma verdadeira necrópole constituída por cerca de duas dezenas de sepulcros dotados de mamoa, reunidos em pequenos agrupamentos destrinçáveis entre si pelo eclectismo das soluções arquitectónicas encontradas para a sua edificação. Espelhando a própria evolução cronológica do conjunto em epígrafe, encontramos, desde um "tholoi" com cripta rematada em falsa cúpula, passando por dolmens erguidos com monólitos de arenito de dimensões assinaláveis, até um hipogeu escavado artificialmente na rocha, para enterramento colectivo. Vários factores terão, decerto, contribuído para a eleição e perpetuação da ocupação humana nesta zona. A vasta gama de recursos de subsistência propiciou, entre outras actividades, a exploração piscatória e marisqueira da ria. A presença de diversos recursos hídricos (incluindo de água potável) apropriava-se na perfeição à prática da agro-pecuária baseada na exploração cerealífera e hortícula, com eventual recurso ao regadio. Além disso, a caça abundante e a existência de variadas matérias-primas essenciais à construção e fabrico de múltiplos artefactos, revelaram-se elementos fundamentais para a fixação de populações numa área tão circunscrita durante um tão longo espaço de tempo. (texto retirado de Ficha de Património IPPAR)



Escavações a decorrer em Alcalar



Momento da explicação do mapa do local gerado por electromagnetismo pela arqueóloga Elena Morán



Pormenor expositivo de peças neolí­ticas de Alcalar no Museu de Lagos - os resquí­cios do conceito museológico do pri­ncipio do século XX



Os "intrometidos" do 2º ano num momento de descontração com a Prof Teresa Gamito
Monica Reis

2 comentários:

  1. Foi lindo lindo! A prof. Gamito é uma porreira! Professora para a próxima temos de ir ao chinês assim não vale :D

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  2. São impecáveis estas reportagens arqueológicas.

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