sexta-feira, junho 17, 2005

Os Maios - exposição

Um património cultural Ibérico

Os Maios de Olhão são uma manifestação genuína da população deste Concelho. Com a iniciativa desta exposição, a Galeria Exstare procura dar a conhecer a manifestação cultural, que sucede todos os anos no dia de Maio (primeiro dia de Maio). Na exposição um grupo de artistas plásticos da arte global contemporânea, apresentam as manifestações artísticas que se deixaram influenciar pela manifestação milenar dos Maios.

Os responsáveis pela Galeria Exstare investigaram as possíveis origens dos Maios de Olhão e pretendem dar a conhecer e divulgar essa investigação.

Na exposição será dado o espaço principal, o espaço de honra, aos maios de Olhão, porque eles parecem constituir por si só, uma das manifestações culturais mais antigas da Península Ibérica como se pretende evidenciar.

Hoje, no dia da incauguração, participação da Banda Los carapaus animados, Neo-Mariachi Fabrik que actuará a partir das 17h00 percorrendo algumas ruas da cidade anunciando o evento, entrando no espaço da exposição pelas 18h30, continuando a sua actuação até às 19h30.

Local: Sociedade Recreativa Olhanense - Olhão

Horário de funcionamento: Segunda a Sexta-feira das 15 às 20h00 e Sábado e Domingo das 10 às 20h00

Informação disponivel em Faro Capital da Cultura




E Sobre os Maios:


Aqui, os Maios (Mayos, em Espanha) são bonecos representando pessoas, em tamanho natural, vestidos e calçados com a nossa roupa, aprontados tal como as pessoas, em atitudes humanas normais, isolados ou em conjunto, representando cenas do quotidiano (passado ou actual).

No primeiro dia de Maio de madrugada, estas figuras (quase sempre realizadas durante a noite de 30 de Abril), são colocados nas portas, varandas, jardins, quintais, ruas, largos, etc.. Junto de cada boneco ou sobre o próprio, estará (ou não) colocada a sua fala. Por vezes, haverá também uma descrição ou narrativa (especialmente nas cenas).

Estas narrativas, ou mesmo o dizer de cada boneco, tomam por vezes a forma de versos. Os bonecos, as cenas, os dizeres e as narrativas, quase sempre bem revestidas de humor, têm muitas vezes um sentido critico, outras vezes satirico (em especial quando há motivo para isso, na comunidade local, regional, nacional ou mesmo internacional), mas a maioria das vezes são apenas uma celebração saudável do quotidiano.

Colocados na madrugada do primeiro dia de Maio, são retirados ao anoitecer. Um dia em exposição. Conhecemo-los ao longo da fronteira (Centro-Sul) Portugal-Espanha, em especial em Espanha, Estremadura, (San Vicente de Alcantara, Santiago de Alcantara, Valencia de Alcantara, Puebla de Obando, ...), mas nós conhecemo-los especialmente no Algarve, concelho de Olhão, nos Açores (ilhas Terceira, Graciosa, ...), nas Canárias (Santa Cruz de La Palma).

Mas aparecem também noutros locais, como Jimenez de Jamuz (La Bañesa, León) e Alhama de Murcia (Valencia).Se os conhece noutro local, por favor, registe-se e escreva, pode também colocar imagens; ou pelo menos escreva um comentário assinalando-o.

(Pode colocar o seu comentário na pagina do criador: Maios)

Equitavira realiza o 7º desfile equestre.


Irá realizar-se pelas 21h do dia 18 de Junho o 7º desfile equestre na cidade de Tavira.

O desfile parte junto ao parque da Discoteca UBI e irá passar pelas principais ruas da cidade

A organização recomenda aos participantes a utilização de trajes à Portuguesa ou qualquer outro equipamento de equitação.

Contactos da organização: 966 948 991 - 965 096 176 - 967 002 441

quarta-feira, junho 15, 2005

II Curso Intensivo de Especialização em Técnicas de Levantamento de Arte Rupestre

Apresentação

Nos últimos anos descobertas excepcionais, como o caso das gravuras do Vale do Côa, tornaram o nosso País num dos mais ricos do ponto de vista da arte rupestre.
A arte rupestre é conhecida em Portugal desde o inicio do séc. XVIII, quando foi publicada uma noticias sobre o abrigo de Cachão da Rapa (Carrazeda e Ansiães), mas é ainda hoje, muito pouco estudada e, principalmente e mais importante, muito pouco catalogada, publicada e divulgada. A necessidade de preparar investigadores para os aspectos mais característicos desde tipo de vestígios do Passado, principalmente do ponto de vista técnico, torna imperativo a fomentação da aprendizagem de conteúdos específicos.

Este curso introduz os participantes, não só, à temática da arte rupestre, em Portugal e no Mundo, mas fundamentalmente aborda aspectos técnicos como: os métodos de levantamento (suas vantagens, limitações, perigos); a recolha de todo o tipo de documentação (desenho, fotografia, topografia); o trabalho de laboratório (catálogo, escala); e por fim a sua apresentação ao público (publicação, turismo, divulgação).

As aulas teóricas vão decorrer no Museu de Arte Pré-histórica e do Sagrado no Vale do Tejo e as práticas em diversas localidades do mesmo concelho (incluindo vale do Ocreza) .Tratando-se de um curso internacional algumas das lições serão em português e inglês.

A todos os participantes que tiverem frequência e participação adequada será entregue um certificado (com a aprovação da Federação Internacional das Organizações de Arte Rupestre - IFRAO).

Para mais inforamções sobre o programa ver a página Curso

Inscrições

O curso tem 10 vagas.
Os interessados deverão inscrever-se no Museu de Arte Pré-histórica e do Sagrado no Vale do Tejo - Largo Infante D. Henrique 6120-750 Mação - Tel. (351) 241 571 477 ou por e-mail: museu@cm-macao.pt

O custo é de 70€/pessoa, devendo os candidatos pagar 50€ no acto de inscrição e o restante à chegada. Se fizer a inscrição por e-mail deve enviar por correio o cheque do pagamentos para a morada do Museu.
O custo da inscrição inclui documentação e transporte entre Mação e os locais de aulas de campo.
Existem alojamentos a baixo custo em Mação (ver pagina web), bem como a possibilidade de acesso gratuito ao Parque de campismo da Ortiga.

Informação divulgada pelo Archport, por Luiz Oosterbeek