sábado, maio 14, 2005

51º Edição Festival de Teatro Clássico de Mérida

Já estão à venda as entradas para mais uma edição do Festival de Teatro Clássico de Mérida, um acontecimento de proporções magnificas que de ano para ano consegue surpreender os visitantes de todo o mundo.

Este ano a edição começa dia 30 de Junho em espectáculos que se prolongarão até ao dia 28 de Agosto. Além do teatro, ópera, dança, espectáculos de luz e som, toda a cidade terá animação e transformar-se-á numa autentica cidade romana.

O programa pode ser descarregado em formato PDF, e quem desejar conhecer um pouco das edições anteriores pode dar um pulinho ao site do evento, onde pode também informar-se de alojamento, rotas de viagem, comprar algumas lembranças do festival, e também comprar as entradas, tudo isto em Festival de Teatro Clássico de Mérida

Outra funcionalidade interessante no site, é a listagem de festivais de todo o mundo, divididos por paises; não deixem de olhar La escena de lo mundo




Para os mais curiosos que desejem saber de toda a história do festival, visitem História do Festival

quarta-feira, maio 11, 2005

Iniciativas de Louvar

Portugal é um daqueles países (infelizmente) que se anda sempre a queixar que é pequenino, que não acontece nada... mas a maior parte das vezes assistimos aos acontecimentos de braços cruzados. Posso até estar a correr o risco de falar desbocadamente, no entanto a verdade é que não tenho conhecimento de nenhum guia arqueológico destas dimensões.

Essa é a notícia: a Fundacio Caixa de Catalunya está a reunir informações para realizar um Guia Arqueológico 2006 dos paises Portugal, Espanha, Andorra e Gibraltar, segundo iniciativa da Univerdade de Barcelona, e que tomará o formato on-line.

Além das referências aos sítios arqueológicos, irão referenciar-se empresas e organismos ligados à arqueologia e ao turismo arqueológico.

Para que esta edição seja o mais fiel possivel, a organização solicita a colaboração de todos, através dos seguintes contactos:

  • Pepa Villalba, Jordi Juan Tresserras y Juan Carlos Matamala
    Proyecto Guia de Turismo Arqueologico - arqueotur@gmail.com
    Tel. (+34) 934034427 - (+34)609328582

    Dr. Jordi Juan Tresserras
    Coordinador de IBERTUR-Red e Patrimonio, Turismo y Desarrollo Sostenible (gestioncultural)
    Coordinador de los Cursos de Posgrado en Gestión Cultural de la Universidad de Barcelona (universidad barcelona)

    UNIVERSITAT DE BARCELONA
    Campus Mundet
    Pg.Vall d'Hebron, 171 Edif.Llevant Desp.008
    E-08035-BARCELONA (España)
    Tel. +34-934034427

terça-feira, abril 26, 2005

Conservação e Restauro - um trabalho feito por...vespas!

Vespas parasitas salvam altar de Erfurt



Para acabar com as brocas de madeira, que colocavam em risco o altar de Cranach, em Erfurt, especialistas confiaram no apetite de vespas parasitas. Durante quatro semanas as vespas voaram pelo altar e praticamente dizimaram as brocas.
O Noivado Místico da Santa Catarina, pintura de Lucas Cranach que integra o altar da Catedral de Erfurt, parece estar a salvo. Pelo menos, o director do departamento episcopal de obras, Andreas Gold, está convencido disto. Ele acha que a maioria das larvas de broca, que estavam na moldura do quadro que enfeita o altar da catedral, foi destruída.
As autoridades da igreja temiam mais pelo quadro do que pelo altar. A obra de arte de Cranach remonta ao ano de 1520 e é uma valiosa peça do período renascentista. O pintor, que era amigo de Lutero, é considerado um dos mais importantes artistas plásticos da Alemanha e da Europa do século 16.

Método inusitado

O programa de salvamento foi iniciado no ano passado, quando empregados da catedral perceberam que havia pó de madeira no altar, logo abaixo do quadro. As brocas (Anobium punctatum) haviam se aninhado na moldura, feita de madeira de tília, e estavam iniciando a escavação de galerias dentro da obra de arte.
A discussão a respeito do método a ser utilizado para combater a praga foi longa. Erhard Heinemann, especialista em madeira da cidade de Apolda, teve a idéia de utilizar o inimigo natural da broca de madeira em vez de gás, aproveitando-se do comportamento brutal das vespas parasitas.

Os insectos de apenas três milímetros encontram as larvas pelo olfato aguçado, paralisam-nas com uma picada e colocam um ovo ao lado da vítima. Assim os seus filhotes podem alimentar-se da larva e as brocas não conseguem mais proliferar.
Na agricultura, por exemplo, o método já era conhecido, mas os resultados de sua aplicação em um ambiente não-natural ainda não podiam ser previstos. "Também não estava certo se as minúsculas vespas iriam aceitar a comunidade de brocas como hospedeiro", disse o biólogo Matthias Schöller, de Berlim, que acompanhou a experiência. Uma tentativa bem-sucedida em laboratório encorajou a equipe a experimentar o salvamento da obra de arte com ajuda natural.

Ambiente artificial

No início deste ano o altar foi envolto numa folha de plástico e a 'estufa' foi aquecida a 20 graus centígrados com 55 a 60 por cento de umidade do ar, ambiente ideal para as vespas, originárias da região mediterrânea. Foram dispostas, em diferentes locais do altar, 13 amostras de madeira infectadas com 49 larvas de broca.
Três mil vespas foram soltas no altar e depois de quatro semanas, a análise mostrou que 48 de 49 larvas tinham sido destruídas, a restante provavelmente não foi dizimada porque as vespas não conseguiram chegar até o local onde a praga estava.

Nas próximas semanas, o altar ficará sob intensa observação, mas com base no resultado da análise das amostras, os especialistas estão convencidos de que as larvas no altar também já foram destruídas.
Os métodos tradicionais, como o gás, também não conseguem atingir 100 por cento de eficiência, afirmou Gold, especialista em arquitetura de igrejas. O método biológico é mais económico e não é prejudicial à saude humana.
Especialistas já vêem novas possibilidades de uso do método: ele poderia ser usado em ambientes onde não se pode trabalhar com gás ou nitrogénio. Outra possibilidade seria o alojamento de vespas parasitas em igrejas como forma de prevenção. Diversos países da Europa já mostraram interesse pelo assunto. Mas até que essas idéias possam ser postas em prática, Schöller afirma que serão necessários muitos experimentos.
Uma segunda experiência poderá ser realizada no verão, quando serão colocadas novamente vespas parasitas na Catedral de Erfurt. Desta vez porém, com temperatura natural.

noticia em: DW-World.de