terça-feira, abril 26, 2005

XV Congresso UISPP



Com cerca de 1 ano de antecedência estão já abertas as inscrições para o XV Congresso UISPP, a realizar-se de 4 a 9 de Setembro de 2006.

A UISPP foi fundada em 1931 (herdando a tradição dos antigos Congressos Internacionais de Antropologia e Arqueologia Pré-Históricas) e é membro do Conselho Internacional de Filosofia e Ciências Humanas (ICPHS), organização não governamental associada à UNESCO, desde 1955.
A UISPP é composta por um Bureau, um Comité Executivo, um Conselho Permanente e um Comité de Honra. Para além disso, A UISPP conta com um grande número de Comités Especializados, Comissões Cientificas e com a filiação de algumas Associações Internacionais.

Entre muitos participantes que se dividirão entre Secções, Workshops e Colóquios, temos a participação de alguns dos professores do Curso de Património Cultural da UALG:

  • Prof. Nuno Bicho com os blocos C16-Palaeolithic hunter-gatherers concept of territory e C66-Harvesting the Sea: current perspectives on hunter-gatherer coastal adaptations

  • Prof. Teresa Gamito com o bloco C36-The eastern Mediterranean in the west impacts and influences

  • Prof. João Pedro Bernardes com o bloco C55-Romanization and Indigenous societies: rhythms, ruptures and continuities


Além dos colóquios, haverá também algumas excursões, actividades colaterais (venda de produtos relacionados com a arqueologia, feira do livro e aplicações informáticas) e exposições (arqueologia, fotografia e conservação)

Os preços variam entre os 150€ e os 230€, tudo depende da data da inscrição (quanto mais cedo melhor) e do estatuto com que se inscreve (caso se inscreva com a taxa reduzida, aberta a estudantes com menos de 30 anos e paises com rendimento abaixo da média, beneficia do preço de 150€ a 220€)

As inscrições, para participações e voluntariado, bem como qualquer outra informação estão disponiveis através da pagina: UISPP

sexta-feira, abril 22, 2005

Visita a Alcalar no 1º ano de Património Cultural
21-Abril


Monumento nº 7 de Alcalar


O monumento n.º 7 de Alcalar é o mais bem conservado da necrópole. Este é constituido por um cairn, mamoa de pedras que encolve um tholos, construção com corredor e cripta coberta de falsa cúpula. Tendo sido inicialmente estudado em 1880, é desde o III milénio a.C. que o território localizado para norte da ria do Alvor até ao sopé da Serra de Monchique encerra um povoado com mais de 10 ha, localizado num promontório sobranceiro à Ribeira da Torre, a cerca de cinco quilómetros da Mexilhoeira Grande, perto do lugar de Alcalar. Geograficamente, encontra-se implantado de modo privilegiado, com um excelente domínio sobre uma área que poderemos considerar de "charneira" entre a serra e o mar. Em torno deste autêntico "lugar central", evoluíram diferentes núcleos habitacionais, ao mesmo tempo que se edificavam monumentos funerários megalíticos sobre as pequenas elevações que os circundavam. Esta edificação funerária perfaziam, por seu turno, uma verdadeira necrópole constituída por cerca de duas dezenas de sepulcros dotados de mamoa, reunidos em pequenos agrupamentos destrinçáveis entre si pelo eclectismo das soluções arquitectónicas encontradas para a sua edificação. Espelhando a própria evolução cronológica do conjunto em epígrafe, encontramos, desde um "tholoi" com cripta rematada em falsa cúpula, passando por dolmens erguidos com monólitos de arenito de dimensões assinaláveis, até um hipogeu escavado artificialmente na rocha, para enterramento colectivo. Vários factores terão, decerto, contribuído para a eleição e perpetuação da ocupação humana nesta zona. A vasta gama de recursos de subsistência propiciou, entre outras actividades, a exploração piscatória e marisqueira da ria. A presença de diversos recursos hídricos (incluindo de água potável) apropriava-se na perfeição à prática da agro-pecuária baseada na exploração cerealífera e hortícula, com eventual recurso ao regadio. Além disso, a caça abundante e a existência de variadas matérias-primas essenciais à construção e fabrico de múltiplos artefactos, revelaram-se elementos fundamentais para a fixação de populações numa área tão circunscrita durante um tão longo espaço de tempo. (texto retirado de Ficha de Património IPPAR)



Escavações a decorrer em Alcalar



Momento da explicação do mapa do local gerado por electromagnetismo pela arqueóloga Elena Morán



Pormenor expositivo de peças neolí­ticas de Alcalar no Museu de Lagos - os resquí­cios do conceito museológico do pri­ncipio do século XX



Os "intrometidos" do 2º ano num momento de descontração com a Prof Teresa Gamito
Monica Reis

terça-feira, abril 19, 2005

National Geographic - Projecto Genografico


Curiosa como sou, dei de caras com uma noticia algo interessante na página da National Geographic. Está a decorrer um estudo do genoma humano, mas o interessante do estudo é que quem quiser pode saber directamente qual é a sua ascendencia genética, a agora é que vem a parte menos boa, por apenas $99,95 mais portes de envio.

A aquisição do Kit, permite realizar o estudo: o Kit contém um daqueles famosos "cotonetes" da série CSI para colectar a amostra a ser analizada, um dvd multimédia, um mapa genográfico, brochuras, um envelope para enviar a amostra, e um número confidencial do projecto genográfico (GPID). O preço referido já inclui todos os custos de análise e envio dos resultados.

A National Geographic refere que os resultados saem em apenas 4-6 semanas.

Outra parte interessante desta mesma noticia é a possibilidade de visualizar o "Atlas da Jornada Humana" onde é possivel ver industrias, tipos humanos, localizações, etc com as respectivas datações, e deslocações.

Vale a pena perder um pouco de tempo neste site, mesmo que não se queira participar no projecto.

Links:

Projecto Genográfico: The Genographic Project

Atlas da Jornada Humana: Atlas Of The Human Journey