terça-feira, abril 19, 2005

National Geographic - Projecto Genografico


Curiosa como sou, dei de caras com uma noticia algo interessante na página da National Geographic. Está a decorrer um estudo do genoma humano, mas o interessante do estudo é que quem quiser pode saber directamente qual é a sua ascendencia genética, a agora é que vem a parte menos boa, por apenas $99,95 mais portes de envio.

A aquisição do Kit, permite realizar o estudo: o Kit contém um daqueles famosos "cotonetes" da série CSI para colectar a amostra a ser analizada, um dvd multimédia, um mapa genográfico, brochuras, um envelope para enviar a amostra, e um número confidencial do projecto genográfico (GPID). O preço referido já inclui todos os custos de análise e envio dos resultados.

A National Geographic refere que os resultados saem em apenas 4-6 semanas.

Outra parte interessante desta mesma noticia é a possibilidade de visualizar o "Atlas da Jornada Humana" onde é possivel ver industrias, tipos humanos, localizações, etc com as respectivas datações, e deslocações.

Vale a pena perder um pouco de tempo neste site, mesmo que não se queira participar no projecto.

Links:

Projecto Genográfico: The Genographic Project

Atlas da Jornada Humana: Atlas Of The Human Journey

...e a propósito de Blogs... Fotoblog da Tuna Feminis Ferventis



Criado pela minha madrinha de curso, a Carolina Mendoça, está a nascer um Fotoblog que dá conta das aventuras e desventuras da Tuna feminina da Ualg, a Feminis Ferventis.

Está ainda em fase de construção, mas Carolina Mendonça promete: "Para todos os amantes de tunas, este photoblog é no fundo um local para difundir o nosso espírito académico e todas as informações referentes à nossa Tuna - FEMINIS FERVENTIS. Colaborem, participem mandando sugestões e comentários. Saudações ferventis. Assinado: Corneta."


Visitem o Fotoblog em Feminis Ferventis

segunda-feira, abril 18, 2005

"Milagre da Multiplicação" dos Blogs

A Blogomania veio para ficar, e os blogs sobre arqueologia parecem multiplicar-se a cada segundo, prova disso são os novissimos blogs de dois dos meus colegas:

arqueotuga - do bruno Lopes

arkeologia - do João Marreiros


Fica então a publicidade, passem por lá, afinal os amigos são para as ocasiões!

Jornadas de Turismo e Património Cultural no Norte Alentejano



Irá decorrer nos próximos dias 28 e 29, umas Jornadas que partem da iniciativa de alunos dos cursos de Gestão Turística e Cultural e Gestão do Território e Património Cultural, com o objectivo de potenciar o desenvolvimento regional bem como a dinamização e desenvolvimento da região interior, mais propriamente do Norte Alentejano, tendo em conta as potencialidades deste território em termos turísticos, patrimoniais, culturais e sociais.

Irão ser debatidos os seguintes temas:

-O Turismo no Desenvolvimento Regional;
-A Importância do Património para o Turismo;
-Dinâmicas Territoriais no Norte Alentejano;
-O Interior e as suas Potencialidades;
-Protecção e Consolidação do Património Histórico e Cultural;
-O Património Arqueológico, Identidades e Memórias;
-Estratégias de Desenvolvimento no Norte Alentejano.

Os interessados podem realizar a sua inscrição através nos números 934 406 214, 934 482 755 e 917 416 428.

O programa pode ser visualizado aqui: Programa

sexta-feira, abril 15, 2005

Património de Abril - Igreja Paroquial da Luz de Tavira



Vamos viajar pelo concelho de Tavira, e descobrir o que nos oferece do seu património. O interessante desta ficha de classificação da DGMN é realmente a antiguidade das fotografias, onde é ainda possivel ver a Estrada Nacional 125 em terra batida...dificil de acreditar não é? Esta é ainda a única igreja salão existente no território Algarvio.

Cronologia - A sua construção foi iniciada em meados do século XVI e no XVII foi contruido o retábulo colateral. Em XVIII o frontão e o retábulo foram reconstruidos. Em 1969 sofreu derrocadas devido ao abalo sísmico de 2 de Fevereiro (8 na escala de Richter) e foi intervencionada pelos Monumentos Nacionais na consolidação de abóbodas e reparação de cobertura.



Tipologia - Arquitectura religiosa, de estilo manuelino, chã e maneirista. Igreja salão de três naves e quatro tramos com capela-mor. Retábulo-mor maneirista.



Esta informação pode ser visualizada na Ficha de Classificação da DGEMN

quarta-feira, abril 13, 2005

Agenda Cultural de Faro para este Mês



Nestes dias solarentos de Abril, em que as noites estão agradáveis (pelo menos aqui no território dos "Algarves") porque não dar um saltinho a Faro e assistir a um qualquer evento?

Existem para todos os gostos e oportunidades: concertos, teatro, conferências....

No Museu de Faro decorrerão ainda neste mês as seguintes conferências:

  • Contribuições para a construção do puzzle. Trabalhos arqueológicos Era - Arqueologia no Algarve 20 Abril _ 18h00 - Maria João Jacinto (Era)


  • Intervenção Arqueológica na Rua Infante D. Henrique 27 Abril _ 18h00 - Maria Maia (Campo Arqueológico de Tavira)


Quem desejar explorar mais pode sempre espreitar a Agenda Cultural Faro

segunda-feira, abril 11, 2005

Chegámos às 1.000 visitas!

Quero aqui expressar o meu contentamento e dar a todos os visitantes o meu muito bem haja, por ao longo de 6 meses terem contribuido, dado o seu tempo e interessar-se pelo blog que nasce acidentalmente e torna-se um projecto sério de carácter informativo.

Chegámos às 1.000 visitas, número que não foi contribuido pelas minhas próprias visitas porque o contador automático está programado para que estas sejam ignoradas, que de outra forma não poderia ser, pois só assim consigo ter a real dimensão do meu trabalho.

Espero que continuem a visitar este blog, e que continuem a contribuir, passando a palavra, mandando noticias, dando opiniões, e decerto estas 1.000 visitas se multiplicarão por muitas mais.

Deixo-vos um pensamento que expressa a ocasião:

"A maior recompensa do nosso trabalho não é o que nos pagam por ele, mas aquilo em que ele nos transforma."

(John Ruskin)

Pejene - Programa de Está¡gio de Jovens estudantes do Ensino Superior nas Empresas

Chega o último ano e... que fazer? Muitos jovens debatem-se com esta ideia mesmo antes de concluirem os seus estudos. Muitas das vezes o que é feito pode até ser insuficiente, no entanto, existem de tempos a tempos, projectos interessantes e de alguma qualidade.

O PEJENE é um programa da Fundação da Juventude, e apresenta soluções de estágios até 3 meses em empresas que se tenham candidatado ao programa.

Os jovens estudantes interessados na realização de um está¡gio devem apresentar a sua candidatura na Fundação da Juventude, até ao dia 22 de Abril de 2005, solicitando uma ficha de inscrição, a qual deverá¡ ser acompanhada de Curriculum Vitae, cópia do Bilhete de Identidade, e de uma declaração do Estabelecimento de Ensino a confirmar a frequência no penúltimo ano do curso, ou de um certificado de matrícula, acompanhado do respectivo plano curricular.

Por sua vez, a Fundação da Juventude procederá ao contacto com as empresas potencialmente interessadas em receber estagiários, fornecendo-lhes as fichas de candidatura ao Programa, nas quais deverão constar, para além da identificação da empresa, a formação académica dos candidatos ao estágio, o número de estagiários que pretende acolher, bem como, os perí­odos e locais de realização dos está¡gios, e a identificação do tutor técnico. Para além disso, as empresas deverão, ainda, entregar um Plano de Estágio por cada estagiário solicitado, por forma a facilitar a pré-selecção dos candidatos.

Para mais informações concsultem o site do programa

quarta-feira, abril 06, 2005

Humor Arqueológico Parte II - de A a i

Mais uma vez, e o prometido é devido, cá está mais um pouco do tal humor arqueológico que encontrei na internet.

Glossário da Arqueologia vista pelo lado humoristico

ACERTAR O CORTE – Acção de bater com a picareta na cabeça do Arqueólogo que se posicionou atrás em atitude cusca (há sempre um, pelo menos).
ACOMPANHAMENTO DE OBRA – Ficar do outro lado da moita para quem está a “mandar o fax”, não ser apanhado “com as calças na mão”.
AMESTRADO – Como o próprio nome indica, trata-se de um arqueólogo antes de concluir o mestrado.
ARQUEÓLOGO – Categoria profissional que se distingue por exibir um grau extremo de “cusquitis macabrus” . É capaz de passar meses a esgravatar na terra só para saber da vida de pessoas que já morreram há muito tempo. Para um arqueólogo, só uma coisa o pode desviar desta doentia actividade: tentar saber da vida de outro arqueólogo.
BÁCULO – Leitão num Restaurante Chinês.
BIFACE – Existem alguns na comunidade arqueológica, como em todas as profissões (normalmente chamados de vira-casacas ou troca-tintas). Para os nossos apaixonados, ingénuos e honestos arqueólogos fica o aviso: "Cuidado! Um golpe de Biface pelas costas pode matar!!!".
BRONZE FINAL – Praia de Monte Gordo por volta das três da tarde.
CERÂMICA BÉTICA – Cerâmica produzida na zona de Cascais, antes da invenção dos chás de caridade, dos tapetes de Arraiolos e das festas do Jet-Set.
CERÂMICA CAMPANIFORME – Cerâmica que, na sua génese, era suposto ter a forma de uma campa. No entanto, por manifesta falta de jeito dos artesãos (só conseguiam formas arredondadas) e de paciência dos chefes das tribos, acabou por ficar com a forma com que hoje a vamos encontrando.
CERÂMICA CARDEAL – Cerâmica de rara qualidade, o seu uso só era permitido às altas individualidades do clero.
CERÂMICA COMUM – Todo o fragmento de cerâmica que, ao ser encontrado por um arqueólogo, é enquadrado na classe “que raio de bosta é esta?”.
CERÂMICA SIGILLATA – Cerâmica feita em segredo.
CERÂMICA VIDRADA – Cerâmica inventada pelos Árabes, era produzida após inalação de substâncias ”inebriantes”.
CONGRESSO – Ritual arqueológico que engloba dois espaços: Auditório – Área de entretenimento em que se paga para ver concursos de ofensas entre Arqueólogos; Corredores – Zona muito mais frequentada onde, nos intervalos da cusquice, por vezes se fala de Arqueologia.
CORDA SECA PARCIAL – Corda húmida.
CORDA SECA TOTAL – Corda podre.
COTAS - ...são cotas!
CUSQUICE – Espécie de relatório de escavação mas que difere deste no seguinte: é publicado diariamente; chega a toda a comunidade arqueológica em menos de um dia; interessa a todos os Arqueólogos e não consta que haja algum em atraso.
DEFINIR CAMADA – Perguntar a um Arqueólogo o que bebeu na noite anterior.
ENTESAR – Acto de elaborar uma tese.
ESTAÇÃO TOTAL – Espaço de tempo que decorre entre um Solstício e um Equinócio e vice-versa.
ESTUDO DE IMPACTO – Tarefa executada por Arqueólogo quando quer testar a quantidade de pancada que aguenta.
ESTUDO DE MATERIAIS – Acção desenvolvida pelos Arqueólogos no primeiro dia de campanha, à medida que vão chegando os voluntários.
FRACTURA RECENTE – Aspecto da cabeça de um Arqueólogo logo após o "acerto do corte" (ver acima).
FÓSSIL DIRECTOR – Termo que designa certos directores de escavação que, devido à sua idade avançada, passam os dias de escavação (nas raras ocasiões em que vão ao campo) sentados à sombra (numa cadeirinha desmontável que trouxeram de casa) a “comandar as operações”.
INSEMINAR – Embrenhar-se na feitura do famigerado “trabalho de seminário”.

sábado, abril 02, 2005

8º Encontro de História de Turres Veteras


8º Encontro de História Turres Veteras
Monica Reis

Vai decorrer em Torres Vedras mais um encontro de História denominado este ano de " História das Festas". A Organização está a cabo da C. M. Torres Vedras e do Instituto Alexandre Herculano da FLUP e irá decorrer no Auditório Municipal da cidade.

A data do evento é dia 20 e 21 de Maio de 2005 (o engano no cartaz de 2004 foi falha da organização)

Quem quiser participar do evento pagará uma entrada de 5€, e pode inscrever-se através do Arquivo Municipal de Torres Vedras (contactos tel 261 320 736 e
fax 261 310 478) ou aceder ao site do Arquivo

Os eventos anteriores podem também ser visualizados aqui.

Agradeço esta informação à Formiguinha

terça-feira, março 29, 2005

Estudo Integrado de Indústrias Líticas


Estudos integrados de Indústrias Líticas
Monica Reis

Vai decorrer nos dias 5, 6 e 7 de Maio o curso organizado pela APA - Associação Profissional de Arqueólogos, nas instalações da Universidade do Algarve. Este curso destina-se a associados e não associados, com preços entre os 96€ e os 120€ respectivamente.

Para os interessados visitem a página de informações respectiva onde poderão realizar a pré-inscrição e esclarecer-se acerca dos requisitos.

A abrangência da ideia de património - Artigo do DN

"A abrangência da ideia de património" mostra-nos como o mundo de hoje "está a realizar um imenso 'trabalho de luto' em relação às sociedades tradicionais com as quais a modernidade cortou." As palavras, do arqueólogo e docente universitário Vítor Oliveira Jorge, constam do seu prefácio à tradução portuguesa de A Política do Património, de Marc Guillaume, obra de referência numa área de conhecimento e de intervenção não menos chave, editada em França em 1980 e que chegou até nós com mais de duas décadas de atraso, em 2003.

Ao pensarmos na realidade portuguesa e nesse "trabalho de luto", cedo nos apercebemos de como a largueza do conceito tem deparado, demasiadas vezes, com um afunilamento das práticas a noção de património há muito que deixou de reportar-se exclusivamente à peça de perfil monumental, mas a prática mostra-nos que tudo quanto não caiba nessa categoria clássica - porque de perfil mais modesto, discreto ou corrente - continua a ser encarado e tratado como um maçador obstáculo a remover do caminho. A forma desastrosa como continuamos a intervir na paisagem e a delapidar a identidade dos lugares diz tudo sobre esse modo de estar.

É esse outro património, o primeiro a desaparecer na voragem de uma modernidade sem memória, que constitui o tema de capa do mais recente número, o 7.º, da revista Património - Estudos, editada pelo Departamento de Estudos do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar). Sob o título genérico Outros patrimónios, o dossier em apreço recupera, assim, aquele que fôra já tema do ciclo de conferências que o Ippar promoveu, em 2004, na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa.

Reunindo sete artigos de fundo que, sem excepção, nos falam de unidade na diversidade e da urgência de encarar o património como instrumento de desenvolvimento - não apenas no plano do discurso, mas, sobretudo, da prática quotidiana e das escolhas que ela exige - Outros patrimónios abrange, aqui, "Arquitecturas de veraneio" (por Raquel Henriques da Silva), "O património das termas em Portugal" (Helena Gonçalves Pinto e Jorge Mangorrinha), "Os faróis portugueses memória do passado, desafios do presente" (Joaquim Boiça), "Caminho-de-ferro, um património sobre carris (Margarida Ramalho e Rui Cardoso), "Território antigo" (José Eduardo Mateus), "Gramáticas de pedra - apontamentos sobre outros patrimónios" (Gabriella Casella) e "As estradas em Portugal: um património esquecido" (por Amélia Aguiar Andrade).

A temática do dossier acaba por ter desenvolvimento em outras rubricas habituais na revista do Ippar, nomeadamente a dedicada à área da salvaguarda - que, neste número, se ocupa dos temas "Património geológico", por Miguel Magalhães Ramalho, e "Património cemiterial", por Francisco Queiroz e Ana Margarida Portela - e, também, na rubrica Memória, por via do conjunto de artigos que a historiadora e técnica do instituto Deolinda Folgado tem vindo a publicar sobre património industrial, justamente um dos que se encontra em maior risco no País.

Que o Ippar reconheça a importância destes outros legados é já um bom indício, pelo que se espera que, no quadro das suas atribuições, assuma igualmente a sua efectiva defesa. Sobretudo no que respeita ao património de Oitocentos/primeiros anos de Novecentos, que permanece votado ao mais profundo desprezo e, na esmagadora maioria dos casos, destituído de qualquer tipo de protecção. Num flagrante contraste com a atenção que está a ser dada a criações contemporâneas que não se submeteram, sequer, ao teste do tempo.

artigo escrito por Maria João Pinto, no Dn online , acerca da nova revista do IPPAR - Património - Estudos

Mais informações acerca da revista podem ser visualizadas aqui

sexta-feira, março 25, 2005

É Páscoa!


Páscoa Feliz
Monica Reis

Alguma vez se perguntaram porque razão vemos nós na páscoa, um coelho com um ovo? Não seria mais lógico termos a galinha com o dito ovo? Pois tudo tem razão de ser, e creio que ainda há muita gente que não se questionou acerca da origem da tradição iconográfica. Pois então, decidi aproveitar a ocasião e desmistificar o assunto.

Primeiro Ponto: O que é a Páscoa?

O termo Páscoa deriva do aramaico Pasha, que em hebraico se diz pesach, com um significado discutível: pode ser "saltar", originalmente em referência a uma dança ritual; mas também a passagem do sol pelo seu ponto mais alto numa determinada constelação.

No livro do Êxodo, no Antigo Testamento (Ex. 12,26-32) o termo refere-se à noite em que Javé matou os primogénitos do Egipto e poupou ("saltou") as casas de Hebreus, cujas ombreiras e dintel das portas estavam pintadas com o sangue do cordeiro pascal.

No entanto, para o Judaísmo a Páscoa, sua principal festa, comemora a libertação dos hebreus no Egipto através da passagem do Mar Vermelho, conduzidos por Moisés (Ex. 12, 1-13). Javé terá dito então a Moisés: "Aquele dia será para vós um memorial, e vós festejá-lo-eis como uma festa em honra ao Senhor. Ao longo das vossas gerações, a deveis festejar como uma lei perpétua" (Ex. 12,14).

Todavia, até à libertação do Egipto, a Páscoa dos Hebreus era a festa dos cordeiros novos (com um ano), entre os pastores, e festa do pão novo, ou dos Ázimos, entre os agricultores. Por isso se dizia "comer a Páscoa" (Mt. 26,17). Só depois da escravidão no Egipto é que se tornou a festa da libertação e a anunciação da libertação futura, impregnada de Messianismo, o vector fundamental da religião judaica.

A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus no domingo após o dia 14 de Nisan, data da Páscoa judaica: é pois a memória do sacrifício de Jesus na Cruz, uma nova vítima pascal e da sua vitória sobre a morte pela ressurreição. Simbolicamente, Cristo, apresentado como o cordeiro de Deus, representa a nova Páscoa, e é o pão novo, que ourifica pelo seu sangue.

Jesus, que era judeu, concilia assim as duas tradições judaicas do Antigo Testamento na sua pessoa, eixo central do Novo Testamento. Como a Paixão e morte de Jesus coincidiram com a Páscoa judaica, vários costumes e símbolos foram incorporados às tradições cristãs. Por isso S. Paulo, por exemplo, na sua Epístola aos Hebreus, afirma que rituais como a imolação do cordeiro são imagens de algo que afinal se verificou: o cordeiro de Deus, imolado em sacrifício, é o próprio Cristo, crucificado para expiar os pecados dos homens. Aqui está pois a síntese da Páscoa judaico-cristã.

Segundo Ponto: O porquê do coelho.

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães em meados de 1700. O coelhinho visitava as crianças, escondendo os ovos coloridos que elas teriam de encontrar na manhã de Páscoa.

Uma outra lenda conta que uma mulher pobre coloriu alguns ovos e os escondeu em um ninho para dá-los a seus filhos como presente de Páscoa. Quando as crianças descobriram o ninho, um grande coelho passou correndo. Espalhou-se então a história de que o coelho é que trouxe os ovos. A mais pura verdade, alguém duvida?

No antigo Egito, o coelho simbolizava o nascimento e a nova vida. Alguns povos da Antigüidade o consideravam o símbolo da Lua. É possível que ele se tenha tornado símbolo pascal devido ao fato de a Lua determinar a data da Páscoa.

Mas o certo mesmo é que a origem da imagem do coelho na Páscoa está na fertililidade que os coelhos possuem. Geram grandes ninhadas!

Terceiro Ponto: Então e o ovo?

Bem, o ovo também simboliza o nascimento, a vida que retorna. O costume de presentear as pessoas na época da Páscoa com ovos ornamentados e coloridos começou na antigüidade. Eram verdadeiras obras de arte!

Os egípcios e persas costumavam tingir ovos com as cores primaveris e os davam a seus amigos. Os persas acreditavam que a Terra saíra de um ovo gigante.

Os cristãos primitivos da Mesopotâmia foram os primeiros a usar ovos coloridos na Páscoa. Em alguns países europeus, os ovos são coloridos para representar a alegria da ressurreição. Na Grã-Bretanha, costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos dados aos amigos. Na Alemanha, os ovos eram dados às crianças junto de outros presentes na Páscoa. Na Armênia decoravam ovos ocos com retratos de Cristo, da Virgem Maria e de outras imagens religiosas.

No século XIX, ovos de confeito decorados com uma janela em uma ponta e pequenas cenas dentro eram presentes populares.

Mas os ovos ainda não eram comestíveis. Pelo menos como a gente conhece hoje, com todo aquele chocolate. Atualmente, as crianças encontram ovos de chocolate ou "ninhos" cheios de doces nas mesas na manhã de Páscoa. No Brasil, as crianças montam seus próprios "cestinhos de Páscoa", enchem-no de palha ou papel, esperando o coelhinho deixar os ovinhos durante a madrugada. Nos Estados Unidos e outros países as crianças saem na manhã de Páscoa pela casa ou pelo quintal em busca dos ovinhos escondidos. Em alguns lugares os ovos são escondidos em lugares públicos e as crianças da comunidade são convidadas a encontrá-los, celebrando uma festa comunitária.

Agora estamos esclarecidos! Para quem quiser, estas informações foram retiradas deste site

E o mais importante: Boa Páscoa para todos!

quarta-feira, março 23, 2005

Piadas de Arqueólogos


Acho que já estamos na fase final da evolução...
Monica Reis

Não pude deixar de publicar estas linhas de "humor arqueológico", que descobri num site referido pelo próprio/a como sendo um "anofichial sáite" de arqueologia!

Pois então cá vão as piadas...algumas pelo menos:

FRASES ESTRANHAS QUE PODEM SER OUVIDAS NO DECORRER DE UMA ESCAVAÇÃO:
"Sai do meu buraco"
"Já meti o dedo onde não devia"
"Empresta-me o teu mija-mija"
"Tenho aqui uma coisa dura"
"Eu vejo a tua e tu depois vês a minha"
"Posso usar o teu pincel?"
"Quem é que partiu o pico?"
"Tira-me as medidas"
"Fazer uma raspagem"
"Levantar o morto"
"Pôr o menir em pé"
"Cotas novas"
"Cota na pedra" (outras cotas possíveis: "cota no caco"; "cota na chapa"; "cota na brasa"; etc.)
"Baixa o nível" (ou "sobe o nível")
"Quem é que me partiu o maxilar?"
"Tenho um gajo enterrado aqui no meio"
"O teu buraco está cheio de terra" (Resposta: "Quem é que tem terra no buraco!?"

Prometo voltar a publicar mais humores arqueológicos, pelo menos para desanuviar um pouco as mentes!

sexta-feira, março 18, 2005

lembram-se dela do 1º ano? Concerteza!


Maria Helena da Rocha Pereira
Monica Reis

Pois é, encontrei uma noticia "casualmente" acerca da tão referida Maria Helena da Rocha Pereira, nas aulas do 1º ano do Prof. Bernardes.

Ela foi recentemente (Dez 2004) galardoada com o Prémio Eduardo Lourenço, instituido pelo Centro de Estudos Ibéricos que distingue personalidades ou instituições no ambito da cooperação ou identidade ibérica.

Esta senhora com S grande, é Jubilada desde 1995 e continuou a participar activamente no seio académico.

O Reitor da Universidade de Coimbra, Seabra Santos, anunciou que a premiada, é "uma digníssima vencedora" e "tem grandeza nacional e internacional, com uma trajectória ímpar, que disseminou os seus conhecimentos por vários continentes".

Quem desejar saber mais pode consultar a entrevista e também a página do seu curriculum

A noticia pode ser consultada na íntegra aqui

domingo, março 13, 2005

Congresso de Aplicações Informáticas à Arqueologia realiza-se em Portugal

É pena ter tomado conhecimento em tão pouco tempo de manobra deste congresso a realizar-se em Portugal de 21 a 24 de Março de 2005.
Vai ter mais de 200 participantes de todo o mundo, e além das conferências vai também ter excursões a Ourém, Sertã e Vila do Rei.
O programa está disponível online, bem como as fichas de inscrição, mapa de percurso, blog, entre outros.

Vale a pena dar um pulinho neste site, e quem não puder participar este congresso, sempre pode inteirar-se dos acontecimentos. Só é pena que a organização do congresso, já que este acontece no nosso país, não tenha disponibilizado o site "também" em lingua portuguesa.

quinta-feira, março 03, 2005

Visita a Córdova e Sevilha


Mirhab - Grande Mesquita de Cordova

Sala Hipostila - Grande Mesquita de Cordova

Medinat-Al-Zahara

Medinat-Al-Zahara - Pormenor do Trabalho do capitel

Jantar no Restaurante Federacion de Peñas Cordobesas com decoração "à la Mesquita"

Alcazar - Sevilha

Alcazar - Pormenor do trabalho cerâmico

Alcazar - Momento da visita com Prof. Teresa Gamito
Monica Reis

Decorreu dia 1 e 2 de Março a visita de estudo levada a cabo pela disciplina de Arqueologia Medieval II com a Prof. Teresa Gamito. Em Córdova visitámos a Grande Mesquita e Medinat-Al-Zahara. No dia 2 seguimos para Sevilha e visitámos o Alcazar.

Deixo-vos o convite: coloquem as vossas impressoes da visita.

terça-feira, fevereiro 15, 2005

Uma Visão da Arqueologia em Portugal...

De facto ser profissional em Arqueologia em Portugal é uma verdadeira aventura, quase tão dura e dificil quanto aquelas vividas pelos nossos antepassados nas conquistas feitas por esse mundo fora! O fascinio de que se reveste esta ciência é sem dúvida enorme, e penso que quem é realmente um apaixonado pela Arqueologia e teve formação nesta área se tornou uma pessoa muito mais sensivel e começou a ver o mundo de forma diferente.
Ainda durante a frequência do curso pude constatar que os incentivos financeiros para levar a cabo projectos de investigação em Portugal nesta área eram poucos ou nenhuns, a própria frequência de uma liceciatura em Arqueologia assim nos deu indicadores disso mesmo, pois em trabalhos de campo que tivemos que realizar, foi do nosso bolso que saiu o dinheiro para as deslocações e respectivas despesas em alojamento e alimentaçãos a localidades a cerca de 100 ou 200 km da faculdade para obtemos uma classificação. Foram no entanto estas experiências que nos deram o contacto com as nossas raízes culturais, o património e os tão pedagógicos relatos de populações que constituem hoje em dia um valioso testemunho vivo de todo um passado.
As frequentes histórias em torno de empresas de arqueologia que muitos dos meus colegas relatavam, que não tinham verbas para pagar a tempo e horas pelo trabalho, muitas vezes duro, desempenhado; as rivalidades e a falta de ética por muita gente entitulada de arqueologo, que colocam interesses financeiros em primeiro plano, não dando o devido tratamento e respeito ao património, fazem qualquer um meditar sobre
se este era o futuro pelo qual lutaram. Em termos de emprego, ou se trabalha em empresas de arqueologia por periodos que tanto vão de 1 mês a 1 ano, tendo para isso que ter a disponibilidade de andar de terra em terra, em condições salariais e
de trabalho muitas vezes precárias ( chegando-se ao cúmulo de colocar trabalhadores sem formação e habilitações a orientar escavações havendo arqueólogos no local para o efeito) ou então tem que se ter uma cunha e tenta entrar numa câmara municipal. De facto os concursos públicos de admissão de arqueologos para autarquias até têm sido
frequentes, no entanto as pessoas que são admitidas já estão previamente escolhidas. Já tive a oportunidade de concorrer a uma série de concursos e chega a ser patético e irónico o que sucede. A decisão é feita numa entrevista, é aqui que se pode manobrar um concurso, e acontecerem coisas como: entre 4 candidatos em que 2
possuem mestrado e experiência relevante na área, um outro tem cerca de 5 anos de experiência na área de arqueologia em autarquias e outra tanta em trabalhos diversos, e um cadidato que só possui cerca de 2 meses de experiência e uma licenciatura, quem é o escolhido? O que tem cunha, e que por acaso até era o que menos habilitações e experiência tinha! Para quê dispender tempo e dinheiro em formação para depois vermos coisas destas acontecerem?
Além disso as pessoas que colocam no júri das entrevistas têm-se revelado tudo menos profissionais, senão vejam: como é possível que alguém responsável pelo património de uma Câmara Municipal, que por acaso até fica muito próximo de Foz Côa pode numa entrevista profissional alegar que as gravuras do Côa deveriam ter sido "retiradas" e colocadas num Museu e assim ter sido construida a barragem? Eu ao ouvir isto quase caí da cadeira, mas depois até achei piada imaginar o cenário de arqueologos e trabalhadores a "recortar" as gravuras e a colocá-las numa linda vitrine de museu! Será que estes senhores sabem o que é património? Já ouviram falar de musealização de
paisagens?
A continuar assim, as entidades autárquicas não contratam pessoas para preservar o património mas para o destruir. Num país tão pequeno acontecem grandes barbaridades em torno da arqueologia, agora até escolas equestres são mais importantes que o
pouco que já resta do IPA. Onde é que isto vai parar............

Artigo de Rebeca Sousa no Archport, dia 15 Fevereiro 2005

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

A (des)evolução do Estado Português...

"O impensável aconteceu hoje mesmo.
Com pompa, circunstância e nutrida comitiva, S. Exª o Sr. Primeiro-Ministro
de Portugal, assinou hoje o protocolo de cedência das instalações da Av. da
India à escola portuguesa de arte equestre. Ironicamente, o protocolo foi
assinado na futura(?) sala de leitura da nova biblioteca do IPA, em fase de
acabamentos.
Pergunta-se: para onde vai o IPA?... Será que continuará a existir enquanto
Instituto Público Autónomo?... Para onde vai o CIPA e o CNANS?... Será que
continuarão a existir como entidades?... Para onde vai a biblioteca do IPA
que, como é sabido, nasceu de uma cedência protocolada do Estado Alemão ao
Estado Português, na sequência do encerramento da delegação de Lisboa do
Instituto Arqueológico Alemão, e será que continuará a existir?...
Claro que, numa postura cínica, poderíamos pensar ou dizer que nada disto é
sério e se trata de mais uma das erráticas iniciativas do Sr.
Primeiro-Ministro e que nada disto fará sentido no dia 21 de Fevereiro. Mas,
parece-me, a situação é suficientemente grave para merecer uma atitude da
comunidade arqueológica. Só o simples facto de tal ceriomónia se ter
realizado sublinha bem a enorme fragilidade de tudo aquilo que nós,
arqueólogos, tomamos como institucionalmente adquirido. E, já agora, como
estamos em tempo de eleições, seria bom perguntar às diversas forças
políticas o que pensam fazer relativamente às estruturas que superintendem à
investigação e salvaguarda do património arqueológico nacional."

Texto de Carlos Fabião (arqueólogo e docente do ensino superior da área da
arqueologia), retirado de Archport, de 11 fevereiro 2005

quarta-feira, fevereiro 09, 2005

Voltei com notícias!

Pois é, depois de alguns dias sem comunicar qualquer noticia, voltei! Estive a gozar de alguns dias de férias após o término do 1º semestre.

E de facto, andei a navegar pela internet, e achei um site de decerto irá interessar a alguém, o site da CNANS - Centro Nacional de Arqueologia Nautica e Subaquática.

Mas o melhor está para vir... quem estiver interessado, tenha ou não experiência de mergulho, pode inscrever-se no curso de Introdução à Arqueologia Nautica e Subaquática, que até é certificado internacionalmente. Os cursos iniciais têm a duração de 1 e 2 dias, (e agora vem a parte financeira) e custam 50€ por dia, 6 horas de formação diárias.

Além da página onde se podem ver as informações destes cursos, podem navegar pela barra lateral esquerda e descobrir um pouco de história, publicações, achados, entre outros.

Não deixem de visitar. -------- CNANS--------