quinta-feira, janeiro 13, 2005

Encontros Temáticos no Museu de Faro

Vai tomar lugar no espaço do Museu de Faro, uma acção composta por Ciclos de Conferências que abordam temáticas relacionadas com o nosso património histórico e cultural bem como com a sua divulgação e conservação. Estes ciclos procuram proporcionar uma maior interacção entre a comunidade e o Museu. Contam com a presença de especialistas em cada uma das áreas exploradas.

Em 2006 realizar-se-á uma publicação com todas as comunicações efectuadas ao longo do ano.

Para os interessados, fica uma calendarização dos eventos, bem como seus intervenientes:

2, 16, 30 Março - "Um olhar sobre o Património" - Catarina Marado (Fundação Gulbankian); Teresa Valente (Arqª especialista em reabilitação de centros históricos); Pedro Barros (IPA).

6,13,20,27 Abril - "Últimas Intervenções arqueológicas na cidade: um puzzle que se constroi" - Tiago Fraga, Catarina Viegas (Faculdade Letras Lisboa); Empresa ERA; Maria Maia (Campo Arqueologico de Tavira).

4,11,18,25 Maio - "Conservação e restauro do Património: Prevenir, Conservar, Intervir" - Luis Casanovas (Consultor Rede Portuguesa de Museus e IPCR); Vitor Milheirão (Atelier Restauro Biblioteca Nacional); Mathias Tissot (MNA); Luis Pavão (Arquivo Fotografico Lisboa); Intituto Politecnico Tomar.

8,9,16,22 Junho - "Linguagem exposta" - Maria da Luz Nolasco (Instituto Português de Museus); Pedro Iliveira; António Viana.

* - "Cinema Mudo à Conversa" - *

12,19,26 Outubro - "Sistema Educativo: uma ponte entre o Museu e a comunidade" - Bárbara Coutinho (Centro Cultural Belém); Isabel Victor (Museu Trabalho Setubal); Manuela Gallego (Museu Nacional Arte Antiga).

9,16,23 Novembro - "Inventário: Instrumento de Salvagurada" - José António Falcão (Diocese Beja); Francisco Lameira (Universidade Algarve); Bispo D. Manuel Quintas (Bispado Algarve).

30 Novembro - "Encerramento do Ciclo de Conferências" - Prof. Dr. José Eduardo Horta Correia (Universidade Algarve)

terça-feira, janeiro 04, 2005

Aqueduto das Aguas Livres em rota de colisão com a CRIL



Monica Reis

A CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa) não pára de 'encalhar' em protestos que têm impedido a construção do troço Buraca/Pontinha. Depois de os moradores de Benfica recusarem a passagem daquela via junto das suas casas, a Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana ameaça «mover uma acção judicial contra o Estado, se insistir na demolição de parte do Aqueduto das Águas Livres para concluir a CRIL».

Filipe Lopes, presidente da associação, fundamenta a sua posição na «lei do património: um monumento não pode ser agredido desde que as obras que o ameaçam tenham uma solução alternativa. E têm. O túnel da CRIL pode passar por baixo do aqueduto».

Segundo explicou ao DN, «a CRIL passa em túnel sob a linha do comboio - entre Damaia e Benfica - e esse túnel vai subindo para se ligar à CRIL, junto à Buraca, por baixo do IC19. Se esse túnel fosse subindo com uma inclinação menor, passava por baixo do aqueduto e não seria necessário demoli-lo».

Acrescenta que «técnicos da Câmara da Amadora - concelho onde se insere esta obra - disseram ser viável esta solução e não ser significativo o aumento dos custos».

Para Filipe Lopes, «o aqueduto é uma rede de transporte de água, que não pode ser interrompida e tem todas as condições para receber da UNESCO a classificação de Património da Humanidade».

«Preocupa-nos a manutenção do aqueduto na sua totalidade», sublinha, adiantando que «as partes enterradas - caso do troço de 180 metros em causa - são tão valiosas como as que estão à vista».

No dia 2, a associação entregou ao Instituto do Ambiente (IA) - onde até ontem esteve em consulta pública o projecto de conclusão da CRIL, da responsabilidade do Instituto das Estradas de Portugal (IEP) - um documento com cerca de 3500 assinaturas contra a demolição do aqueduto. «Queremos chegar às cinco mil para levar o assunto à Assembleia da República», concluiu.

Por seu turno, o porta-voz da Empresa Portuguesa das Águas Livres, Joaquim Fitas, esclareceu ao DN que em risco de demolição está «um troço secundário, denominado Aqueduto das Francesas». Adianta que a empresa «não é competente para a emissão de pareceres vinculativos» relativamente a este caso, pelo que «acatará a decisão do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) e dos órgãos com tutela sobre o assunto».

Sobre esta questão, a actual direcção do Ippar «considerou dever confirmar, em sede de Estudo de Impacto Ambientalhref="http://www.lpn.pt/Cril_04mar04.htm">link, o disposto no despacho de 9 de Maio de 1997». Nessa data, confrontada com o projecto da CRIL, a direcção do Ippar na época emitira um despacho de «aceitação do sacrifício de uma parcela do aqueduto, à semelhança de outras decisões idênticas assumidas no passado, em que houve a necessidade de compatibilizar dois interesses, ambos merecedores de idêntica tutela, mas em colisão».

A actual direcção esclarece que, por lei, «o Ippar não possui competência para se pronunciar em discordância com uma obra de iniciativa do Estado, cabendo essa competência ao ministro da Cultura, ouvido o membro do Governo que tutela as obras públicas».
artigo retirado do dn online

Contribuam para a preservação do troço do aqueduto em risco de destruição no link que se segue:
Abaixo-Assinado

sexta-feira, dezembro 31, 2004

Feliz Ano Novo





Os meus votos de um feliz ano novo vão para todos os leitores do blog Patrimonium, juntamente com um pensamento de solidariedade para aqueles que precisam. Que o ano de 2005 traga tudo o que desejarem. Vemo-nos para o ano.