Os vestígios de um galeão afundado há 300 anos e de um bombardeiro da II Guerra Mundial são as duas ‘jóias’ subaquáticas que os amantes do mergulho podem descobrir ao largo de Faro, no Algarve, a troco de 50 euros.
Estes ‘mergulhos’ são organizados pela Hidroespaço, uma das poucas entidades privadas que, a nível nacional, explora circuitos arqueólogicos subaquáticos, através de um protocolo formado com o Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (CNANS).
As visitas, possíveis desde Agosto de 2003, ao que resta do avião e do navio – descoberto por acaso há oito anos por dois mergulhadores em lazer – são as mais procuradas da panóplia de locais para onde aquele centro de mergulho organiza saídas.
Os destroços do avião mantêm-se relativamente intactos. No entanto, o mesmo não se pode dizer do navio, do qual ainda só foi descoberto o que se julga ser a carga – peças de artilharia, canhões e ferro.
Os vestígios encontram-se em frente à Barrinha (extremo Oeste da Praia de Faro), a uma milha da costa – cerca de dois quilómetros –, mas a estrutura do galeão em si ainda está por descobrir.
GUIA CERTIFICADO
De acordo com Fátima Noronha, sócia da Hidroespaço, o navio faria parte de uma frota de 400 embarcações inglesas e holandesas atacadas por espanhóis no Cabo de São Vicente.
“Supõe-se que os destroços do navio estejam enterrados na areia mas o Governo diz que não há dinheiro para mais campanhas arqueológicas”, lamentou-se a bióloga marinha.
O avião – um B-24 com 36 metros de envergadura e quatro motores – caiu no mar a 30 de Novembro de 1942, em plena II Guerra Mundial. Seis dos seus onze tripulantes acabariam por ser salvos por três pescadores algarvios, um dos quais ainda está vivo.
Os destroços encontram-se em frente à Praia de Faro, a uma milha e meia da costa. As asas e os motores ainda estão relativamente intactos – falta apenas a carlinga –, e já foram encontradas partes da cauda, hélices, peças de metralhadoras, balas.
“Estamos a tentar fazer um pouco de arqueólogos e a fazer buscas para encontrar mais peças, para depois ligá-las todas e fazer um roteiro. Mas está tudo muito disperso”, declarou Fátima Noronha.
Mas nem toda a gente está apta a ‘mergulhar’ nas profundezas da História, principalmente na zona onde está o navio, a cerca de 30 metros de profundidade, cujo mergulho é orientado por um guia certificado.
Lusa
o artigo pode ser visto em Correio da Manhã
quarta-feira, dezembro 22, 2004
terça-feira, dezembro 14, 2004
Romanização do Território Português a sul do Tejo
Está disponivel no site do Campo Arqueológico de Tavira (link) a publicação de uma Tese de Doutoramento apresentada em 1987, referente a "Romanização do território hoje português a sul do Tejo"
Contribuição para a análise do processo de assimilação e interacção sócio-cultural
218 a.C. -14 d.C
de Manuel Andrade Maia
Quem desejar aceder a esta mesma publicação pode faze-lo seguindo este link: Link
Contribuição para a análise do processo de assimilação e interacção sócio-cultural
218 a.C. -14 d.C
de Manuel Andrade Maia
Quem desejar aceder a esta mesma publicação pode faze-lo seguindo este link: Link
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Cidade de Mértola

Mértola
VIAGEM ADIADA PARA O SEGUNDO SEMESTRE
No dia 16 de Dezembro, o 2º ano de Património Cultural efectua uma visita a esta vila, visita esta inserida no programa da disciplina de Arqueologia Medieval. De destacar nesta vila (entre muitas outras atracções culturais) é o Núcleo de Arte Islâmica inaugurado em 2001 e localizado nos antigos celeiros da casa de bragança. Considerado um dos maiores da Europa, contém um espólio resultante de vinte anos de investigação arqueológica na Vila, onde dezenas de peças de cerâmica, metal, vidro e osso encantam pela sua beleza e singularidade. Quem desejar investigar mais pode recorrer ao site:
C.M.Mértola
Um Pouco de História...
Nas terras deste concelho existem vestígios de Mértola ter sido um entreposto comercial importante na época dos Fenícios, Cartagineses, Romanos e Árabes, devido à existência de via fluvial e terrestre com ligação ao Sul da península.
A toponímia seria Myrtilis, na época romana, passando a ser posteriormente Mértola.
Os Árabes deixaram uma fortaleza, posteriormente ocupada pelos cristãos, e uma mesquita, que veio a ser transformada em igreja paroquial da sede do concelho.
Em 1238, D. Sancho II conquista Mértola aos mouros, doando a vila à Ordem de Sant'Iago para esta a repovoar.
No século XIII, iniciou-se o povoamento definitivo destas terras, facto comprovado pelos achados arqueológicos dessa época. Em Alcaria Longa existem diversos testemunhos da presença de comunidades pastoris.
Recebeu novo foral em 1512, por D. Manuel.
No século XIX e ainda no século XX, a economia de Mértola dependia muito da exploração das minas de S. Domingos, que se transformaram num grande centro de extracção de pirite cúprica.
A nível do património arquitectónico, são de realçar o Campo Arqueológico de Mértola, que apresenta um vasto programa museológico, sendo Mértola considerada uma vila-museu com diferentes áreas de intervenção e investigação, organizadas em três núcleos: o Núcleo Romano, o Núcleo Visigótico, que inclui uma basílica cristã, e o Núcleo Islâmico, onde se pode ver uma das melhores colecções portuguesas de arte islâmica (cerâmica, numismática e joalharia).
De destaque ainda é o Castelo de Mértola, medieval, que culmina no morro com duas torres - a torre de menagem, que foi construída em 1292 pelo primeiro Mestre da Ordem de Sant'Iago. Existem alguns torreões amparando muralhas, em grande parte obra de mouros, mas com muita silharia romana. Referência também para a Igreja de Nossa Senhora da Anunciação, matriz de Mértola, dos séculos XI-XIII e que sofreu alterações no século XVI, em estilo manuelino e renascentista.
Destaca-se ainda o Santuário de Nossa Senhora de Aracelis ou Araceles e o património mineiro, como o porto de escoamento do Pomarão, o bairro dos mineiros e as suas infra-estruturas, que constituem marcos importantes da época de exploração mineira.
(in Dicionário Porto Editora 2003)
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